em Direto da CPI

A primeira sessão do ano da CPI dos Ônibus, que aconteceu ontem, dia 6 de março, teve na pauta mais um pedido de convocação de Eduardo Paes apresentado por Tarcísio Motta (Psol). Mas, como ocorrido em 2017, os vereadores Alexandre Isquierdo (DEM), Dr. Jairinho (licenciado do MDB) e Rocal (PTB) foram contrários à convocação.

Motta reuniu uma série de motivos para que Eduardo Paes seja interrogado: ele é o único agente público que participou das decisões sobre o edital de licitação que ainda não foi convocado para depor na CPI; segundo o ex-secretário de Transportes Alexandre Sansão e o ex-procurador geral do município Fernando Dionísio, partiu dele a decisão de não licitar separadamente a operação do sistema de bilhetagem eletrônica; foi quem assinou os decretos de 2014 e 2015, que decidiram pelo aumento das passagens e que foram questionados pela Justiça; a falta de estrutura para a fiscalização da Secretaria Municipal de Transportes foi uma decisão política tomada por ele; e denúncias recentes da operação Ponto Final indicam que  o esquema de propina custeado principalmente por Jacob Barata Filho financiou a contabilidade paralela de sua campanha.

A comissão também foi contrária a mais dois requerimentos de convocação apresentados por Tarcísio Motta (Psol) e Eliseu Kessler (PSD): um referente a Jacob Barata Filho e Cláudio Callak, presidente do Rio Ônibus e outro, aos ex-secretários de Transporte Carlos Osório e Rafael Picciani. Apesar de Motta ter apresentado provas de fraude em contratos assinados por Jacob Barata Filho no aluguel de garagem, os vereadores Isquierdo, Dr. Jairinho e Rocal preferiram não votar os requerimentos, adiando a decisão para uma sessão extraordinária na quinta-feira, dia 8, às 15h.

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